segunda-feira, 1 de outubro de 2007
D
Do desterro de Dalí, dadivas dentro do desamor. Duvido! Doido demente, discretamente destruiu doze delegados, degolou dois, demandou dez. Dados dormentes, duzias de digressão demorada, Durval Discos daltônico. Dante da Divina, desmereceu doze doces diferentes, da demorada dilacerada determinou: Daslu, Davene! Dinamitou diamantes da Diáspora, descontou duplicatas demarcadas, deitou dormindo, dançou doente. Drummond deixou-se desarmar, disse de Desdemôna danadisses, desempregado, duro, deu dentes da Danone. Daí danou-se, Danúbio desafogado, desabou doninhas do duro diafragma. Deitou, dormiu, desvairou, dançou, desmanchou...
domingo, 30 de setembro de 2007
Surrealismo
Bom, tomo a palavra hoje para expor meu parco conhecimento a respeito do surrealismo. Estamos entre a primeira Guerra Mundial e a Segunda. A Alemanha forma seu Reich enquanto o mundo das artes começa a pensar sua maneira de traduzir as coisas. O quadro geral que se dispõe é: a arte como algo cartesiano, a pintura expressa aquilo que vê, os romances são histórias contadas com começo, meio e fim com estruturas pré-definidas de ordenamento e a poesia sempre com sua métrica retórica de combinações. O cubismo (descontrução da imagem) por sua vez começa a contraproduzir contra esse pensamento formado a respeito de como é a arte ou como deve ser feita. O impressionismo e expressionismo prestam seus favores à uma arte menos burocratizada. No entanto, no aparecimento do dadaísmo lá pras bandas de Zurique, é onde talvez, se encontra a semente do surrealismo que hoje nos chega aos olhos, ouvidos e coração. O dadaísmo portanto, exclui qualquer tipo de manifestação da razão, e conseguinte, do consciente, do que se pretende escrever ou fazer. Passa o tempo, os dadaístas, sabe-se lá eu porque, dividem-se e, dessa divisão, surgem os primeiros arautos do surreal. André Breton, participante do início do dadaísmo, é quem escreve o primeiro manifesto do surrealismo e o define, algo assim: tudo aquilo que se expressa através da mente sem, entretanto, que qualquer tipo de juízo de valor seja posto sobre, tudo aquilo que brota da mente, do subconsciente, em estado puro, vibrátil.
O surrealismo teve forte inspiração nos escritos de Freud a respeito dos sonhos, é claro que não foi pela leitura de Freud que nasceu o surrealismo, mas... O interessante é que os próprios criadores do surreal se dividiram, Breton (leia-se Bretôn) queria uma arte surreal ligada às idéias marxistas, ou seja, a arte como forma de se contrapor à institutos pré-estabelcidos formalizadores, enquanto que os outros expoentes enxergavam o surrealismo como forma de se distanciar da política, fosse ela qual for.
Então penso que por enquanto é isso, quando tiver mais coisa eu escrevo...
O surrealismo teve forte inspiração nos escritos de Freud a respeito dos sonhos, é claro que não foi pela leitura de Freud que nasceu o surrealismo, mas... O interessante é que os próprios criadores do surreal se dividiram, Breton (leia-se Bretôn) queria uma arte surreal ligada às idéias marxistas, ou seja, a arte como forma de se contrapor à institutos pré-estabelcidos formalizadores, enquanto que os outros expoentes enxergavam o surrealismo como forma de se distanciar da política, fosse ela qual for.
Então penso que por enquanto é isso, quando tiver mais coisa eu escrevo...
domingo, 23 de setembro de 2007
Po[a][t]ética
Vou publicar um livro de poesias
"Mas poesia não vende, meu amigo"
E neste momento a surpresa me toma
Como não venderia?
Num mundo em que tudo se compra
Luxo
Humanos
Orgasmos
Seria a poesia um ponto de resistência?
E com minhas obras paradas na prateleira
respiro aliviado
Nem tudo é consumo
Insumo
Pagável
Comprado
Estrofes e versos ainda piqueteiam contra o mercado
"Mas poesia não vende, meu amigo"
E neste momento a surpresa me toma
Como não venderia?
Num mundo em que tudo se compra
Luxo
Humanos
Orgasmos
Seria a poesia um ponto de resistência?
E com minhas obras paradas na prateleira
respiro aliviado
Nem tudo é consumo
Insumo
Pagável
Comprado
Estrofes e versos ainda piqueteiam contra o mercado
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Exterminador do futuro, nada mais lógico!
Pelo que sinto, este blog tomou um ar meio que político, pelas minhas vezes, digo, claro. O outro tomou seu viés de sempre. Aqui vai então, o tema de hoje.
Notícia quentíssima, Arnold Schwarzenegger, governador de um dos vários estados dos Estados Unidos (vejam que interessante jogo inútil de palavras), declarou ser totalmente contra a união civil por parte de casais homossexuais e deixou claro que não tornará legal a pretensão supra. O mais fabuloso disso tudo é notar que um austríaco da ordens e estipula o que os americanos devem ou não fazer. Eles que geralmente fazem sempre o contrário (invadem, dominam, destroem e ordenam) provam de seu próprio remédio amargo. O pior é que a classe atingida não tem mais por onde ser atingida, pagam os patos dos demais safados. E o judiciário, aqui e acolá, leva seu trabalho cada dia mais aos seus fins, promover a justiça independentemente de política, doa a quem doer, e segue seu rumo apático na espera de que alguém o provoque.
Aqui e acolá as mesmas misérias, a diferença é que lá os infortunados choram com carrões na garagem, aqui só fazem esperar amanhecer o dia para pegar seu passe pra mais um dia de impasse.
Notícia quentíssima, Arnold Schwarzenegger, governador de um dos vários estados dos Estados Unidos (vejam que interessante jogo inútil de palavras), declarou ser totalmente contra a união civil por parte de casais homossexuais e deixou claro que não tornará legal a pretensão supra. O mais fabuloso disso tudo é notar que um austríaco da ordens e estipula o que os americanos devem ou não fazer. Eles que geralmente fazem sempre o contrário (invadem, dominam, destroem e ordenam) provam de seu próprio remédio amargo. O pior é que a classe atingida não tem mais por onde ser atingida, pagam os patos dos demais safados. E o judiciário, aqui e acolá, leva seu trabalho cada dia mais aos seus fins, promover a justiça independentemente de política, doa a quem doer, e segue seu rumo apático na espera de que alguém o provoque.
Aqui e acolá as mesmas misérias, a diferença é que lá os infortunados choram com carrões na garagem, aqui só fazem esperar amanhecer o dia para pegar seu passe pra mais um dia de impasse.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Justiça e Pedro de Lara
Hoje morreu o festejado Pedro de Lara, jurado de inúmeros programas de auditório do também mais do que festejado Silvio Santos. Festejado? Penso que essa palavra não se enquadra muito ao assunto. Não importa, vale lembrar que o nosso querido jurado é escritor e têm vários livros publicados, para saber mais basta acessar o oráculo: Google.
Bom, o importante é que a Justiça do Trabalho mostrou serviço lá pras bandas de Bauru. Fiscalizaram o local e as condições de trabalho dos cortadores de cana. O que descobriram? Nada além do que todo habitante do interior saiba. O transporte é feito por um ônibus caindo aos pedaços, inexiste qualquer equipamento de segurança, exceto a roupa que os próprios cortadores colocam para tal trabalho. O alimento é levado pelos próprios trabalhadores e não há (óbvio) banheiro no local. Tudo isso, segundo o espetacular Ministério do Trabalho, deveria ser fornecido pela empresa que toma o serviço ou pela usina beneficiadora da cana. A repórter perguntou a um dos cortadores se era ruim aquele trabalho. O trabalhador respondeu: "Claro que não moça, é maravilhoso trabalhar de sol a sol sem poder dar uma cagada sequer, ruim mesmo é ter que fazer este tipo de pergunta sabendo que uma bocada de gente vai assistir!"
O fiscal do trabalho, espantado, guardou esta para a posteridade: "Em pleno 2007 as pessoas são obrigadas a trabalhar nestas condições".
Desde que eu me conheço por gente esse povo trabalha desse jeito, o apelido "bóias-frias" não os foi conferido porque usavam bóias de mergulho no corte da cana. E em meio à expansão do biocombustível as autoridades resolvem tomar uma iniciativa. Tadinha da CLT, tadinha da Constituição...
Bom, o importante é que a Justiça do Trabalho mostrou serviço lá pras bandas de Bauru. Fiscalizaram o local e as condições de trabalho dos cortadores de cana. O que descobriram? Nada além do que todo habitante do interior saiba. O transporte é feito por um ônibus caindo aos pedaços, inexiste qualquer equipamento de segurança, exceto a roupa que os próprios cortadores colocam para tal trabalho. O alimento é levado pelos próprios trabalhadores e não há (óbvio) banheiro no local. Tudo isso, segundo o espetacular Ministério do Trabalho, deveria ser fornecido pela empresa que toma o serviço ou pela usina beneficiadora da cana. A repórter perguntou a um dos cortadores se era ruim aquele trabalho. O trabalhador respondeu: "Claro que não moça, é maravilhoso trabalhar de sol a sol sem poder dar uma cagada sequer, ruim mesmo é ter que fazer este tipo de pergunta sabendo que uma bocada de gente vai assistir!"
O fiscal do trabalho, espantado, guardou esta para a posteridade: "Em pleno 2007 as pessoas são obrigadas a trabalhar nestas condições".
Desde que eu me conheço por gente esse povo trabalha desse jeito, o apelido "bóias-frias" não os foi conferido porque usavam bóias de mergulho no corte da cana. E em meio à expansão do biocombustível as autoridades resolvem tomar uma iniciativa. Tadinha da CLT, tadinha da Constituição...
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Abandono...
Espero que compreendam, mas em breve voltaremos com todo a força!
Forte abraço.
sábado, 4 de agosto de 2007
Lá vem o Chávez... Chávez... Chávez...
Ontem estreou a mais nova promessa da Televisão Venezuelana Social, o novo programa do “Chavez”, dando seguimento à série que por tanto tempo preencheu nossas tardes de SBT.
Ao assistir o primeiro episódio, pude observar que a essência do clássico foi mantida, mas com algumas sutis remodelações. Por exemplo:
- O Senhor Barriga está bem mais gordo, além de usar agora cartola e charuto. Outro detalhe é que ele está bem mais enérgico na cobrança do aluguel, ameaçando os inquilinos que não colaboram. É o único personagem que precisa de legenda, por falar inglês.
- O Seu Madruga está mais raquítico do que nunca, mas renovou o guarda-roupa! Agora toda vez que o Senhor Barriga vai cobrar o aluguel, ele aparece com a camiseta de um país “subdesenvolvido” diferente. No primeiro episódio, para não ter sua casa invadida por falta de pagamento, ele até costurou alguns tênis Air-Shock e trabalhou como babá do Nhonho para seu querido locatário!
- O Nhonho agora usa sombrero e ouve Maná. Sem contar que não desgruda do saco do pai, tentando ganhar uns presentinhos sempre que pode!
- O Kikko manteve a mania de copiar e sempre querer ser melhor do que os outros. No fim do episódio ele pega sua bola quadrada e usa um dólar pra comprar ingresso para o jogo do Boca.
- Já o Chavez é estrelado pelo Chávez, sem grandes mudanças. Ele continua batendo no Sr. Barriga, com um pouco mais de freqüência e “por querer querendo”. Os cascudos do Seu Madruga acabaram. O jargão mudou de “isso isso isso” para “isso, isso e ISSO”. E ele abriu mão do barril e iniciou um processo de estatização da Vila. Mas tirando tais detalhes, tudo continua igual ao original!
OBS:
- Os estudiosos ainda relutam, mas não há meio melhor para se conhecer e formar a “cultura” de um povo do que a televisão. Estamos na fase absorsiva, na era da cultura enlatada, na qual basta pressionar o power e ativar o rec cerebral. E enquanto os letrados se recusam a interferir e combater as ondas televisivas, políticos nadam a largas braçadas, bombardeando consciente e subconsciente do homo-osmóticus.
sábado, 28 de julho de 2007
Gol mil e mil escandalos
Caramba, cadê o Brasil? Todo mundo tava dormindo quando foi apresentado os números por Romário para a marcação e a festa do gol mil. A festa aconteceu em uma bela homenagem ao baixinho, quando todos sabemos que os números apresentados pelo jogador são mais do que suspeitos e discutíveis. Até a imprensa não quis nem saber da fraude e aderiu à homenagem.
Portanto, foi acertado tacitamente que não importava se realmente ele marcou os tais mil gols, mas a homenagem deveria ser feita. O problema está no seguinte: ninguém se manifestou. Eu fico pensando: será que os méritos do jogador justificam essa mentira? Será que isso tudo tem haver com a pré-disposição de espírito brasileira de aceitamos todos os escândalos desses nossos governantes sem fazer nada? Fica aqui meu desabafo.
Portanto, foi acertado tacitamente que não importava se realmente ele marcou os tais mil gols, mas a homenagem deveria ser feita. O problema está no seguinte: ninguém se manifestou. Eu fico pensando: será que os méritos do jogador justificam essa mentira? Será que isso tudo tem haver com a pré-disposição de espírito brasileira de aceitamos todos os escândalos desses nossos governantes sem fazer nada? Fica aqui meu desabafo.
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