sábado, 27 de outubro de 2007
Retórica
"O poeta transporta triunfalmente suas idéias na carruagem do ritmo: porque em geral elas não são capazes de ir a pé."
Friedrich Nietzsche
Arte poética e arte retórica, dois livros do Aristóteles. Aquarela, uma música do Toquinho cuja poética transcende a retórica, a tragédia e a comédia. Sartre, existencialista, culpado pela 2ª mundial, em suas próprias palavras. Guerra, onde as pessoas morrem sem saber se morreram e porque morreram. Morte, budisticamente, a individualidade é tão poderosa que permanece, continua como traço em cada coisa no planeta. Planeta, conglomerado de células e energia cuja única certeza é o fim. Luis Miguel, intérprete de Besame Mucho. Espanha, país europeu, monárquico parlamentar. Políticos, pessoas ruins e podres de caráter cujo único fim se manifesta em inflar seu ego. Ego, Freud e sua esposa num jantar, Freud com ciúmes porque ela dá atenção aos convidados mais que a ele que é seu marido (além de gênio era homem também...). Ciúmes, invencionisse que transforma pessoas em objetos. Pessoas, gente, agente secreto. 007 e o homem da pistola de ouro, esse nem tem o que falar!
Friedrich Nietzsche
Arte poética e arte retórica, dois livros do Aristóteles. Aquarela, uma música do Toquinho cuja poética transcende a retórica, a tragédia e a comédia. Sartre, existencialista, culpado pela 2ª mundial, em suas próprias palavras. Guerra, onde as pessoas morrem sem saber se morreram e porque morreram. Morte, budisticamente, a individualidade é tão poderosa que permanece, continua como traço em cada coisa no planeta. Planeta, conglomerado de células e energia cuja única certeza é o fim. Luis Miguel, intérprete de Besame Mucho. Espanha, país europeu, monárquico parlamentar. Políticos, pessoas ruins e podres de caráter cujo único fim se manifesta em inflar seu ego. Ego, Freud e sua esposa num jantar, Freud com ciúmes porque ela dá atenção aos convidados mais que a ele que é seu marido (além de gênio era homem também...). Ciúmes, invencionisse que transforma pessoas em objetos. Pessoas, gente, agente secreto. 007 e o homem da pistola de ouro, esse nem tem o que falar!
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Finalidade Perigosa
Sabor acre e estridente na boca
Brota a lágrima do olhar
Aroma ítalo-afro-eucalípto-latino-picante
Sedutor sabor de manga com mel no paladar
Sorrisos escarlates esmaltados
Boca convidativa ao encontro
Embaraços e sentimentos embaralhados
Loucos pra se desenrolar naquele ponto
Faíscas perigosamente flutuam
De escusos golpes certeiros
Os alvos são vermelhos e pulsam
E recebem adrenalina em nossos peitos
Anões ilustram a cena
Com instrumentos agrícolas
Desejos se desprendem como penas
Mãos frias e quentes se atritam
Fumaça meramente decorativa
Cuja fonte remete ao destino
Prática oculta e ativa
Danos de dolo e de perigo
Brota a lágrima do olhar
Aroma ítalo-afro-eucalípto-latino-picante
Sedutor sabor de manga com mel no paladar
Sorrisos escarlates esmaltados
Boca convidativa ao encontro
Embaraços e sentimentos embaralhados
Loucos pra se desenrolar naquele ponto
Faíscas perigosamente flutuam
De escusos golpes certeiros
Os alvos são vermelhos e pulsam
E recebem adrenalina em nossos peitos
Anões ilustram a cena
Com instrumentos agrícolas
Desejos se desprendem como penas
Mãos frias e quentes se atritam
Fumaça meramente decorativa
Cuja fonte remete ao destino
Prática oculta e ativa
Danos de dolo e de perigo
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Metafísica kantiana baby
Já que o Ítalo ta sem internet e o blog ta com o layout meio bagunçado, vou eu mesmo por um link do Surrealismo do Acaso aqui, http://surrealismodoacaso.blogspot.com Entrem, penso que não vão se arrepender!
"A pior forma de solidão é ter um amigo paulista"
Nelson Rodrigues
(Eu só tenho amigos paulistas, com exceção da Mara, da Dona Maria Helena e alguns outros, a grande maioria é paulista. Pior, eu sou paulista!)
A metafísica para Kant é uma coisa muito complicada, tão complicada que a leitura de qualquer livro do Kant, além de massante, é um dos melhores remédios sem efeitos colaterais para insônia. Sem efeitos colaterais? Só posso estar ficando louco, se sua cabeça estiver minimamente despreparada você então começará a pensar como um idealista, vai pensar que a democracia brasileira é uma maravilha, que o direito é uma forma de trespassar as mazelas da sociedade etc, etc, etc... Também começará a não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem com você, o que por um lado é ótimo. Mas Kant não é tão alemão assim, era também um pensador inovador, na filosofia, como exposto por um diretor duma faculdade de filosofia de Lisboa, Kant pregava a defesa do ambiente (meio-ambiente), sim, Kant se preocupava e escrevia a respeito da preservação da natureza e dos animais, considerava, contrariando Descartes, que o homem deve respeitar a fauna e flora onde vive por serem parte do meio, por serem também sujeitos, passíveis de sofrimento e dor. Eu não sou nenhuma sumidade em Kant, aliás, não sou nada em Kant, nunca li nem pretendo ler Kant, tudo que sei foi durante aulas e palestras, penso, porém, que foi uma contribuição...
"A pior forma de solidão é ter um amigo paulista"
Nelson Rodrigues
(Eu só tenho amigos paulistas, com exceção da Mara, da Dona Maria Helena e alguns outros, a grande maioria é paulista. Pior, eu sou paulista!)
A metafísica para Kant é uma coisa muito complicada, tão complicada que a leitura de qualquer livro do Kant, além de massante, é um dos melhores remédios sem efeitos colaterais para insônia. Sem efeitos colaterais? Só posso estar ficando louco, se sua cabeça estiver minimamente despreparada você então começará a pensar como um idealista, vai pensar que a democracia brasileira é uma maravilha, que o direito é uma forma de trespassar as mazelas da sociedade etc, etc, etc... Também começará a não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem com você, o que por um lado é ótimo. Mas Kant não é tão alemão assim, era também um pensador inovador, na filosofia, como exposto por um diretor duma faculdade de filosofia de Lisboa, Kant pregava a defesa do ambiente (meio-ambiente), sim, Kant se preocupava e escrevia a respeito da preservação da natureza e dos animais, considerava, contrariando Descartes, que o homem deve respeitar a fauna e flora onde vive por serem parte do meio, por serem também sujeitos, passíveis de sofrimento e dor. Eu não sou nenhuma sumidade em Kant, aliás, não sou nada em Kant, nunca li nem pretendo ler Kant, tudo que sei foi durante aulas e palestras, penso, porém, que foi uma contribuição...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Lágrimas Ocultas
Uniram-se conclusões coloquiais
o destino produzido no intestino
e antigos sonhos de infância defecados
por todos que conspiraram ao meu lado
Que olhar digno de princesa!
Agora encontra-se desprovido de defesa
escolhida a dedo para o sacrifício
aborto (de sonhos) mortalmente divertido
Que olhar digno de tristeza
inconformada com tamanha covardia
presa, à meiguice de seu rosto
à dor e ao desespero da tirania
De sua boca soam trombetas de tudo bem
disfarçando trêmula chateação
Mas ninguém verá o brilho das lágrimas
Na ignorância da escuridão
o destino produzido no intestino
e antigos sonhos de infância defecados
por todos que conspiraram ao meu lado
Que olhar digno de princesa!
Agora encontra-se desprovido de defesa
escolhida a dedo para o sacrifício
aborto (de sonhos) mortalmente divertido
Que olhar digno de tristeza
inconformada com tamanha covardia
presa, à meiguice de seu rosto
à dor e ao desespero da tirania
De sua boca soam trombetas de tudo bem
disfarçando trêmula chateação
Mas ninguém verá o brilho das lágrimas
Na ignorância da escuridão
domingo, 7 de outubro de 2007
A Mente e o Resto
Não ha nada de novo entre o vazio e a inexistência
O tédio impera profundo
O tempo sequer possui significado
pois mesmo que passe, dissolve-se em sua própria grandeza
Não há contorno do que quer que seja
Pode-se até ver a escuridão
quando ela fica iluminada por alguma idéia nova
mas mesmo acesa, logo se apaga pelo costume da vista
De nada adianta pensar
por mais que se moa e remoa, o pó continua pó
e passa a flutuar em volta, como todo o resto
Mas há uma diferença entre a mente e o resto
porque esta não quer ser igual àquela
o resto existe, mas se não existir, não tem importância
a mente existe, mas se não existir, torna-se resto.
O tédio impera profundo
O tempo sequer possui significado
pois mesmo que passe, dissolve-se em sua própria grandeza
Não há contorno do que quer que seja
Pode-se até ver a escuridão
quando ela fica iluminada por alguma idéia nova
mas mesmo acesa, logo se apaga pelo costume da vista
De nada adianta pensar
por mais que se moa e remoa, o pó continua pó
e passa a flutuar em volta, como todo o resto
Mas há uma diferença entre a mente e o resto
porque esta não quer ser igual àquela
o resto existe, mas se não existir, não tem importância
a mente existe, mas se não existir, torna-se resto.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
F
Foi-se fazer família. Fez, fechado, filhos fidalgos famintos, fez fama, fodeu formigas fajutas, findou fazendo fogão, fachada filantrópica feito filme fugaz. Formou-se filósofo, faliu fetos fisiológicos, frescor fumado feito frasco fabricado. Fisgou feixes fibrilados, fuzilou fazendas fácil, fácil. Fedeu formol fritando folhas fadigadas. Fantasiou-se fada, fuleiro fátuo, fogueira feita firme, falseou fantasmas filólogos... Fruto fraco, fagulha francesa feito filha formosa, foi-se feliz feito frangalhos, frango freguês fraturado, franzino fetiche formidável...
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
D
Do desterro de Dalí, dadivas dentro do desamor. Duvido! Doido demente, discretamente destruiu doze delegados, degolou dois, demandou dez. Dados dormentes, duzias de digressão demorada, Durval Discos daltônico. Dante da Divina, desmereceu doze doces diferentes, da demorada dilacerada determinou: Daslu, Davene! Dinamitou diamantes da Diáspora, descontou duplicatas demarcadas, deitou dormindo, dançou doente. Drummond deixou-se desarmar, disse de Desdemôna danadisses, desempregado, duro, deu dentes da Danone. Daí danou-se, Danúbio desafogado, desabou doninhas do duro diafragma. Deitou, dormiu, desvairou, dançou, desmanchou...
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